O Ovo Cósmico e o Big Bang

Por uma analogia poderemos verificar que existe alguns pontos no decorrer do nascimento do Cosmos que é descrito na Upanisadas, relação que poderemos procurar unir entre vários deuses e a física moderna de partículas, as tradições orientais referem-se constantemente a essa realidade última, indivisível, que se manifesta em todas as coisas e da qual todas as coisas são partes componentes. Essa realidade é denominada Brahman no hinduísmo, Dharmakaya no Budismo, Tao no Taoísmo.

   Os Vedas formam a base do extenso sistema de escrituras sagradas do hinduísmo, onde os Vedas são divididos em quatro grandes livros, a saber: Rig Veda, Yajur Veda, Sama Veda e Atharva Veda. Os Upanisadas são explicações ou extensões dos quatro Vedas. Eles abordam temas como: meditação, a natureza da alma e a busca pela conexão com o divino, discutem também religião e são considerados pelas escolas do hinduísmo como instruções religiosas. Contêm também transcrições de vários debates espirituais, e 12 (os doze textos fundamentais) de seus 123 livros são considerados básicos por todos os hinduístas.

   Na CosmoGênese e principalmente nos Upanisadas vemos a figura de Brahman como o poder central, o início, o criador do universo – O Ovo Cósmico – Normalmente, é chamado O Ovo do Mundo, é um começo de algum tipo de Universo ou podendo ser algum tipo de ser primordial.

    Nos Upanisadas é descrito que no início dos tempos, as linhagens de Deuses e Seres Celestiais na criação do Universo (Partículas Elementares?), onde também é citado (Mundos – vários Mundos, Superiores e Inferiores), assim como a criação do nosso Mundo e da Humanidade.

“- Qual o rumo deste mundo?”

“- O espaço”, respondeu. “Pois todos esses seres nascem do espaço e se põem no espaço no espaço. Pois o espaço apenas é mais velho que eles: o espaço é seu último destino.

     Este é o mais vasto canto alto, é sem limites. A ele pertence o mais vasto e conquista os mais vastos mundos aquele que venera o mais vasto canto alto sabendo-o assim”

…….

“- Enquanto aqueles dentre seus descendentes conhecerem esse canto alto, mais vasta lhes será a vida neste mundo, bem como o mundo naquele outro mundo”.

O Big Bang, a Formação do Universo em Linguagem Científica.

   Existe hoje várias teorias da criação do Universo, mas o Big Bang é a teoria ainda mais aceita sobre a criação do Universo e que também faz em muito analogia sobre os Manvantaras e Pralayas (criação e dissolução do Universo).

   Em um espaço muito curto (da ordem 10-35 segundos), e chegar à conclusão de que tudo terminou em 3 minutos. Para isto devemos supor que, há 15 ou 20 bilhões de anos, uma enorme quantidade de energia se encontrava localizada numa esfera inferior a 1cm de diâmetro. Sua rápida expansão criou o Universo que se dilatou e se resfriou uniformemente. A enorme energia liberada se materializou em partículas e antipartículas de igual quantidade. No entanto, na fase de 10-43 a 10-35 segundos, intervalo de tempo ultracurto, porém decisivo, a antimatéria desapareceu, em virtude de um pequeno excesso de matéria. De fato, no curso deste lapso de tempo, as partículas (quarks) e antipartículas (antiquarks) se aniquilaram, dando origem aos fótons.

A íntima quantidade de matéria que sobrou deu origem ao universo em que vivemos.

   No instante t = 10 – 30 segundos, os quarksentram em fusão, dando origem aos prótons e nêutrons. Esta operação foi concluída em t = 10-6 segundos. Neste momento, os quarks despareceram. Os prótons e os nêutrons podiam se transmutar entre si, coexistindo com os elétrons e os fótons. Todavia, depois de t = 1s, esta possibilidade se interrompeu com a queda da temperatura reinante. Os prótons não mais puderam se desintegrar, porém o mesmo não ocorreu com os nêutrons. Esta é a razão pela qual existem quatro vezes mais prótons do que neutros, proporção que se mantém até hoje. Dez segundos depois do tempo zero, as primeiras reações de fusão de núcleos tiveram início: os prótons penetraram no núcleo de hélio, e os nêutrons continuaram a se transformar em prótons. No fim de 3 minutos, o fundamental já havia ocorrido.

   Depois de uma longa pausa de 1 milhão de anos, a sopa primordial se tornou morna, e os elétrons começaram a se associar aos prótons para formar os átomos de hidrogênio. Desse momento em diante, as transformações atômicas se tornaram possíveis. Por outro lado, como os elétrons deixaram de circular livremente para se associarem aos prótons, os fótons começaram a circular no espaço: o Universo se tronou transparente.

   Antes que o Universo atingisse a idade de 1 bilhão de anos, a mais fraca das forças de interação, a gravitação, começou a agir. As primeiras galáxias apareceram. Depois de 14 a 19 bilhões de anos, atingimos a era atual.

A Formação do Universo em Linguagem Mística (Upanisadas).

   Só brahman havia no início. Ele sabia só a si mesmo (âtman): “Sou brahman”. Por isso tornou-se o todo. E, entre os deuses, quem quer que o percebeu tornou-se o todo. Nem sequer os deuses podem impedi-lo, pois ele se torna a si desses deuses. Isto aqui no início era só brahman, uno. Ele sendo uno, ainda não se desdobrara. Ele é o imortal, ele é brahman, ele é o todo.

   Agora, a linhagem. Pautimãsya [recebeu] de Gaupavana; Gaupavana, de Pautimãsya; Pautimãsya, de Gaupavana; Gaupavana, de Kausika; Kausika, de Kaundinya, de Sandilya; Sandilya, de Kausika e Gautama; Gautama, de Agnivesya; Agnivesya, de Sandilya e Anabhimlãta; Anabhimlãta, de Anabhimlãta; Anabhimlãta, de Gautama; Gautama, de Saitava e Pracinayogya; saitava e Pracinayogya, de Parãsarya; …….

    São muitos nomes, não irei escrever todos, mas apenas o início para um entendimento e esclarecimento melhor, todos esses nomes se encontram no Upanisadas, o que podemos perceber, que na linhagem eles se interagem uns com os outros, em praticamente um movimento de ida e volta.

  • Brahman
  • Ovo Cósmico
  • Big Bang
  • Ponto Único
  • Deus ……

Monadologia.

   Mônada (Essência das Coisas – Ondas de Vida), partículas em seu aspecto grosseiro, que ajuda a formar toda as cadeias planetárias no Universo, desde o Mineral até a Criatura Humana, onde passa por várias fases até retornar ao seu ponto inicial simples, a Essência. a parte imortal do homem que se reencarna dos reinos inferiores e progride gradualmente através deles até o homem e depois até a meta final: o (Nirvâna, Paraíso, Bem Aventurança, Consciência Plena, Paz Interior …), a Mônada é a Centelha divina, ainda que seja una em essência, penetra em todos os planos e regiões do ser e se encarna em todas as formas ao percorrer os arcos ascendente e descendente (evolução e involução). Por este motivo se a designa, segundo o caso, pelos nomes de Mônada Elemental, Mineral, Vegetal, Animal, de um Espírito Planetário etc. Contém em germe ou estado latente os atributos e poderes divinos, poderes que vão se manifestando em virtude das impressões nascidas do contato com objetos do Universo com a Mônada se relaciona.

Pág.280 vol I Cosmogênese.

   Em nosso Globo nascente (Planeta Terra), as coisas sucederam de maneira diferente [?]. A Mônada ou Jiva, como dissemos em Ísis sem Véu, foi precipitada inicialmente, pela Lei de Evolução, na forma mais baixa da matéria: o mineral. Encerrada na pedra (ou no que iria tornar-se mineral e pedra na Quarta Ronda), e depois de um giro sétuplo, daí a Mônada desliza para fora como um líquen, por assim dizer. E, passando através de todas as formas de matéria vegetal, e depois ao que se chama de matéria animal, alcança o ponto em que se deve converter, digamos assim, no germe do animal que se transformará em homem físico.

      Fritjof Capra em o Tao da Física, procura traçar um paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental, ele mesmo escreve em seu Prefácio à segunda Edição, no segundo parágrafo – “O Tao da Física, “sentia mesmo que esse algo estava sendo escrito, não por mim, mas por meu intermédio.” “Os eventos posteriores têm confirmado esses sentimentos.”

      Fritjof Capra – Capítulo: A Unidade de Todas as Coisas – “A característica mais importante da visão oriental do mundo – poder-se-ia mesmo dizer, a essência dessa visão – é a consciência da unidade e da inter-relação de todas as coisas e eventos, a experiência de todos os fenômenos do mundo como manifestações de uma unidade básica. Todas as coisas são encaradas como partes interdependentes e inseparáveis do todo cósmico; em outras palavras, como manifestações diversas da mesma realidade última. As tradições orientais referem-se constantemente a essa realidade última, indivisível, que se manifesta em todas as coisas e da qual todas as coisas são partes componentes. Essa realidade é denominada Brahman no Hinduísmo, Dharmakaya no Budismo, Tao no Taoísmo. A unidade básica do universo não constitui a única característica central da experiência mística; ela é, igualmente, uma das mais importantes revelações da Física Moderna. Essa unidade torna-se evidente no nível do Átomo e se manifesta com crescente intensidade à medida que penetramos mais a fundo na Matéria, rumo ao reino das Partículas Subatômicas. À medida que estudarmos os diversos modelos da Física subatômica, veremos que eles expressam, com frequência, e sob diversa formas, o mesmo insight, segundo o qual os componentes da matéria e os fenômenos básicos que os envolvem acham-se todos interligados, em mútua interação e interdependência; em outras palavras, não podem ser entendidos como entidades isoladas, mas unicamente como partes integrantes do todo. A figura de uma teia cósmica interligada que emerge da Moderna Física atômica tem sido utilizada de forma extensiva no Oriente para expressar a experiência mística da natureza. Para os Hindus, Brahman é o fio unificador da teia cósmica.

      A Evolução de nosso Mundo e o surgimento da Criatura Humana, em todos os seus estágios da criação, poderemos ver na Física Moderna de Partículas, a Formação das Partículas: “Nos primeiros momentos após o Big Bang, o universo estava composto por partículas fundamentais em um estado de plasma de quarks e glúons. À medida que o universo se expandia e esfriava, esses quarks se uniram para formar prótons e nêutrons, os constituintes dos núcleos atômicos. Em fases posteriores, os elétrons foram unidos a esses núcleos formados, criando os primeiros átomos”.